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quarta-feira, 22 de maio de 2024

Exclusivo: Presentes para amigos no Brasil!

Coluna Zadir Marques Porto

Algumas histórias verdadeiras prognosticadas pelo camisa sete da Seleção Brasileira Manoel dos Santos -  Garrincha. Em Milão na Itália em 1958, após derrotar a Fiorentina  por 4 x 0 em amistoso, os jogadores foram liberados para passear e conhecer a cidade. Garrincha resolveu adquirir gravatas estrangeiras para amigos que ficaram no Brasil. Em companhia do dr. Mário Trigo, que já havia morado em Milão, ele foi até uma loja especializada.

Momentos após, no interior da loja, Mário Trigo perguntou ao jogador: “E aí Garrincha, já comprou as gravatas estrangeiras que você desejava?”, respondendo Garricha: “Não doutor, eu estou querendo umas gravatas internacionais, mas o vendedor disse que só tem gravata nacional e gravata nacional eu compro lá mesmo no Brasil!”.

"Em Gotemburgo, na Suécia, Garrincha adquiriu um rádio transistorizado, recém-lançado na Europa, que com certeza seria sucesso em Pau Grande, terra do jogador. Na hora da massagem com Mário Américo, ele ligou  o rádio  e não gostou porque só escutava música sueca e locutores falando o que ele não entendia. Mário Américo então perguntou:  “Oi Garrincha, quanto você pagou por esse  radinho?”

“Olha Mário paguei 180 coroas pelo rádio para levar para  o Brasil, mas não gostei!”.  E Mário continuou: “Por que você vai levar esse rádio para o Brasil, se ele só fala sueco,  ninguém vai entender nada? Para você não ter prejuízo total, compro ele por 90 coroas”. Negócio fechado, Garrincha saiu satisfeito falando com outros atletas.

No dia seguinte sabendo da história Paulo Machado de Carvalho, que chefiava a delegação, deu 180 coroas ao médico Mário Trigo que adquiriu outro aparelho igual e entregou a Garrincha, afirmando:  “Esse aqui fala todas as línguas” E o simplório Garrincha: “Por que o senhor não me ajudou assim da primeira vez?”.

 Zadir Marques Porto é jornalista e radialista. 

quarta-feira, 15 de maio de 2024

Exclusivo: Garrincha

Coluna Zadir Marques Porto

Dizem que Garricha (Manoel dos Santos) notabilizado como “o maior ponta direita do mundo”, na sua simplicidade quase infantil, não só era pródigo em jogadas mirabolantes, capazes de desconjuntar os adversários, como de respostas igualmente desconcertantes. Não que ele as procurasse fazer, elas saiam de forma espontânea, garantem.

Assim em 1963, o Brasil Bicampeão do Mundo preparava-se para uma excursão à Europa, cercada de grande expectativa, devido à fama do futebol nacional. Os jogadores passavam por natural processo de exames antes do embarque.  A um médico famoso, mas absolutamente desinteressado por futebol, coube examinar Garrincha.

Após analisar as radiografias e apalpar as pernas de Garrincha   que, como se sabe eram tortas, o doutor voltou-se para o camisa sete da seleção e com toda formalidade possível perguntou: “Senhor Garricha, o senhor chuta com as duas?” e obteve como resposta da forma mais simples possível: ”Não, senhor doutor. Eu chuto com uma de cada vez!”. Desconcertado, por certo pensando que era gozação do atleta, o médico deu as costas e saiu rapidamente da sala de exames.

Zadir Marques Porto é jornalista e radialista. 

"Minha neta, de apenas nove anos, enxergou o caos que é a Seleção Brasileira", afirma Cronista Esportivo

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