terça-feira, 6 de outubro de 2026

A presença feminina no Jornalismo de Feira de Santana

Coluna Zadir Marques Porto 

O jornalismo, como tantas outras atividades existentes, registrou no início, por diferentes razões, a predominância masculina. Em Feira de Santana, cujo primeiro jornal data do final do Século XIX, não foi diferente. Em 1972, portanto há 52 anos, a jornalista Socorro Pitombo, na Sucursal do Jornal da Bahia, quebrou esse paradigma e abriu caminho, de forma alvissareira, para a presença feminina cada vez maior nesse meio de comunicação.

O jornalismo em Feira de Santana, desde o surgimento dos primeiros periódicos no final do Século XIX, o  pioneiro  teria sido O Feirense, em  1862, foi praticado quase que exclusivamente  por homens até porque, havia sempre o idealismo em  jogo e em maior proporção o jogo político. A presença feminina nas páginas impressas  tipograficamente era rara, salvo em espaços dedicados a poemas, sociais e teatro, e isso de forma ocasional. O jornalismo era concentrado em informações urbanas e fatos de maior relevância fora do município, geralmente de interesse do órgão informativo, por razões óbvias à sua razão existencial.

Pode-se dizer que o jornalismo pautado com similaridade ao modelo atual, que mobiliza repórteres especializados em constante correria, deslocamentos, estudos, investigações, análises e muito mais, só  começou a ser praticado na Cidade Princesa na década de 1960, século passado, com o surgimento das sucursais de jornais da capital em Feira de Santana.  Mas sem mudança na operacionalidade em termos dos recursos humanos. O trabalho então já com intensa atividade - cobertura policial, acompanhando cada passo da Polícia, os jogos de futebol, o movimento da economia, os eventos da sociedade, os festejos –continuou sendo exercido por homens sem que houvesse qualquer conotação machista, como hoje é comum se atribuir a quase tudo.

Esse paradigma foi quebrado no início da década de 1970 com o ingresso da feirense Socorro Pitombo  na sucursal do Jornal da Bahia  localizada em um imóvel pertencente à família Falcão,  na Rua Conselheiro Franco, que também sediava o escritório do doutor Wilson Falcão, então deputado federal.  A Sucursal do JBª era dirigida pelos irmãos Ricardo Falcão (Cacau) e a professora Adnil Falcão que na mesma época foi uma eficiente  Secretária de Administração e Chefe de Gabinete de seu pai ,o prefeito  Newton da Costa Falcão (1972/1973).

Em 1972 na Sucursal JBª ocupando o lugar de Zadir M. Porto, que foi para a Tribuna da Bahia, Socorro Pitombo recém-formada em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), imprimiu seus conhecimentos acadêmicos à  indispensável prática, logo adquirida, conceituando-se profissionalmente. Sobretudo era educada e  afável, generalizando simpatia onde estivesse. Depois do JBª ela ocupou assessorias, inclusive na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). A partir dos anos de 1980 a presença feminina no jornalismo ganhou proporção com o surgimento de excelentes profissionais na  parte final da década de 1970 como Madalena de Jesus, até hoje atuado com grande destaque,  Maura Sergia, Neire Matos, Isa Lee,  Conceição Lobo, Elis Regina e Aparecida Machado (estas três últimas de saudosa lembrança).  Dona de texto rico, mas compatível com a realidade, Socorro Pitombo, mesmo aposentada, manteve-se em atividade através de um informativo online. Faleceu aos 78 anos de idade em 9 de janeiro de 2022.  O caminho aberto por ela no jornalismo feirense frutificou e logo a presença feminina tornou-se sólida e duradoura.


Zadir Marques Porto é jornalista e radialista. 

sábado, 26 de setembro de 2026

Texto inteligente e oportuno

Li, há pouco, texto inteligente e oportuno. Redigido pelo jornalista Miro Palma, e publicado pelo jornal baiano Correio*.

Opinião abalizada, mostra que o futebol brasileiro precisa de um facho de luz em seu interior e entorno.

Indico a necessária leitura deste texto intitulado: O maior problema do futebol brasileiro não está nos estrangeiros

Leia aqui

Marcelo Fonseca

Editor


quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Urge uma ação do Ministério Público Federal

A arbitragem brasileira, na atualidade, é uma vergonha.
De Norte a Sul, Leste-Oeste é uma verdadeira calamidade. A exceção é diminuta, infelizmente!
Caso o Ministério Público Federal (MPF) queira investigar o que está, supostamente, acontecendo de errado com a arbitragem do nosso País é só acionar os Procuradores, em cada Estado, e verificar, de fato, o que parece ser um manto tenebroso que enreda esta triste história no futebol.
A imprensa brasileira é fonte fidedigna e oferece, para quem quiser, acervo diário sobre esta nefasta realidade.

Marcelo Fonseca
Editor

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Nova convocação da Seleção Brasileira: Norte e Nordeste esquecidos!

Revoltante!

Mais uma convocação da Seleção Brasileira de Futebol para a próxima Data Fifa aqui. Nenhum atleta do Norte-Nordeste.

Impossível imaginar que não haja nenhum jogador, atuando, nestas regiões do Brasil que não possa envergar a Canarinho.

O jornalista Zadir Marques Porto, colunista deste Blog Prosa Sobre Esporte, escreve texto sábio sobre a triste história vivida pela Seleção Brasileira de Futebol. O analista disse tudo!

Torço pelo Brasil!

Em cada recanto deste País Verde-Amarelo há corações pulsando. Que o nosso selecionado vire a página. Voltemos a ter hegemonia em campo. O Brasil merece e exige da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Marcelo Fonseca

Editor



domingo, 6 de setembro de 2026

Almeida - Pernas tortas, muitos gols e nenhum dinheiro no bolso

Coluna Zadir Marques Porto 

Pernas tortas, lembrando Garrincha, com o qual chegou a ser  comparado, um “canhão” em cada pé, cabeceada mortal, Cepão, surgiu no Ypiranga de Feira e foi artilheiro no Fluminense Campeão Baiano de 1963.  Humilde não ficou no Botafogo do Rio de Janeiro e não quis ir para Portugal. Parou cedo, aos  27 anos e teve um final de vida honesto, marcado pela pobreza.

 

Na época o futebol de pernas tortas encantava e era o melhor do mundo.  Garrincha na sua primitiva ingenuidade, era autêntico dentro de campo e com as pernas tortas, entortava os adversários sem dificuldades. Em Feira de Santana, também de pernas tortas, surgia no Ypiranga, tradicional equipe do futebol local, o atacante  Cepão , provavelmente devido ao físico muito forte, semelhante a um cepo ,ou  tronco de madeira. Em  1959 no forte futebol da Cidade Princesa  Cepão começou a entortar os zagueiros e os goleiros que lutavam para deter os ’petardos’ do atacante  que, embora destro, usava o pé esquerdo com  potencia e era  fatal na cabeceada.

Assim como Val, Mundinho, Ubaldo, Luís Alberto, Adilson, Chinesinho e vários outros craques surgidos na época no amadorismo local Cepão foi parar no quadro de aspirantes do Fluminense (a categoria aspirante já não existe) time Bicampeão   Baiano invicto (1960/1961).No certame de 1961  Cepão que passou a ser Almeida( Carlos Almeida da Silva) marcou 24 gols, dos 63 assinalados pelo time do Fluminense, mais que os gols de todos os demais clubes reunidos. Desse modo foi natural a ascensão de Almeida para o time profissional, dirigido pelo técnico Antônio Conceição, Campeão Baiano de 1963.

Caladão, observador,  com as pernas grossas e tortas, o que perecia torná-lo pesado, mas sem os cabelos descoloridos e tatuagens de “craques” atuais, Almeida passou a ser cogitado  por   vários clubes dentre eles o Botafogo, onde atuava com similaridade física,  o famoso Garrincha. Em General  Severiano tinha tudo para dar certo, mas o esplendor da Cidade Maravilhosa e a dimensão do Botafogo, em comparação ao pequeno  Ypiranga de Feira de Santana, onde ele havia começado  quatro anos antes, amedrontaram o jovem feirense que jamais imaginara um dia estar ao lado de Nilton  Santos, Garrincha, Gerson ,Quarentinha, Manga,  Zagalo e  outros craques que ele admirava. Achou que não daria certo, tremeu e sem confiança pediu para voltar imediatamente ‘saudade de casa’ alegou perdendo uma grande oportunidade. Falou-se no interesse do Palmeiras e o Futebol Clube do Porto fez uma sondagem, mas se o Rio de Janeiro atemorizou Cepão, era difícil imaginá-lo  no distante Portugal.

Em 1967, com a chegada do técnico carioca Walter Miraglia, que  trouxe quase um time inteiro de aspirantes do Flamengo, o artilheiro de pernas tortas  entendeu que não teria chance na equipe  principal do  tricolor e resolveu parar.  Um ano depois o técnico Sotero Monteiro do  Ypiranga de Salvador veio  buscá-lo, mas a atrofia  na perna  direita disse não. As fortes  dores decretaram o fim de sua carreira  aos 27 anos de idade. Durante algum tempo ele trabalhou, em uma empresa de segurança bancaria. Em 2004 faleceu pobre e esquecido pela torcida do time que ele amou e proporcionou tantas alegrias com seus gols. Uma joia  do tempo em que futebol não significava fortuna. 

Zadir Marques Porto é jornalista e radialista. 

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Dia Mundial da Fotografia que pode ser chamado, simplesmente, Poesia!

Hoje, 19 de agosto, comemora-se o Dia Mundial da Fotografia! Esta fotografia faz parte do cotidiano. No Esporte tem cadeira cativa.

Mulheres e homens formam uma verdadeira equipe objetivando conseguir a melhor foto possível.

Aqui, no Brasil, há excelentes profissionais atuando.

Este Blog Prosa Sobre Esporte homenageia, também, profissionais que um dia fizeram parte desta história. 

Dia Mundial da Fotografia que pode ser chamado, simplesmente, Poesia!

Parabéns!


Marcelo Fonseca

Editor


 

segunda-feira, 20 de julho de 2026

"Minha neta, de apenas nove anos, enxergou o caos que é a Seleção Brasileira", afirma Cronista Esportivo

Coluna Zadir Marques Porto 

Na final, sem a esperada e desejada presença da representação verde-amarela que, mais uma vez, foi um terrível fiasco,  o Brasil  torceu e vibrou com a  merecida vitória  da Espanha, como creio que  faria se o titulo ficasse com qualquer outra seleção que não fosse a Argentina, por razões por demais conhecidas e que cada vez mais nos afastam dos nossos vizinhos,  principalmente  no campo esportivo, o que é uma pena, levando em conta a qualidade do futebol argentino,  provada pela  importação de jogadores e técnicos por clubes brasileiros, o que não ocorre em contrapartida, em relação a profissionais brasileiros.

Sugeriu-me o excelente jornalista Marcelo Fonseca falar sobre a Copa do Mundo, o que faço pela nossa extrema amizade e admiração que tenho por ele. Na verdade não gostaria, até porque, também sendo Cronista Esportivo, jamais me interessei por esse tipo de competição, como de jogos internacionais, e ele sabe disso. Sem paixão por qualquer clube não trocaria, como não fiz, a final da Copa pelo jogo  Fluminense x Feira FC, semifinal  do Campeonato Baiano da Segunda Divisão. Cores, suores, risos e lágrimas sertanejas. Assim assisti pela TV com neutralidade, mas satisfeito com a volta do Fluminense à Primeira Divisão. Todavia, mais satisfeito ficaria se o Feira FC conseguisse o mesmo intento, impossível, no entanto, devido ao correto Regulamento da Competição. 

Quanto à Copa do Mundo ou aos jogos dela apenas assisti ao segundo tempo de Brasil x Marrocos e foi suficiente. Vi, se esta opinião tem  algum valor, a Seleção Brasileira assemelhando-se   a ‘um  baba mal tirado’. Na juventude joguei babas excelentes, outros nem tanto, por conta dos organizadores ou ‘tiradores’. Times sem a menor ideia de formação. Todo mundo correndo, mas sem saber para onde ou para que! Vi, assim, a Seleção  Brasileira e creio que não me enganei por conta do depoimento de minha filha caçula, que assistiu a peleja em sua residência com minha neta  de nove anos de idade e que, durante o ‘desastroso espetáculo’, na sua sábia inocência infantil perguntou: ‘Mamãe,  mamãe, eles [os marroquinos] estão  brincando de bobinho com o Brasil?’.  Diante desta análise de uma pequena torcedora, de apenas nove anos, reservo-me a dizer algo mais. Parabéns, Espanha!

Zadir Marques Porto é jornalista e radialista. 

A presença feminina no Jornalismo de Feira de Santana

Coluna Zadir Marques Porto   O jornalismo, como tantas outras atividades existentes, registrou no início, por diferentes razões, a predominâ...