sábado, 31 de outubro de 2026

Jair Cezarinho – A criatividade foi uma das suas marcas no rádio esportivo


Coluna Zadir Marques Porto 


“Mamãe, mamãe, inventaram uma televisão sem imagem!”

Nunca gostou de jogar bola, e na idade em quem a maioria dos seus contemporâneos corria nos campos de areia, ou admirava o talento de seu pai – o craque Alfredo –, ele  começava  a brilhante carreira de cronista esportivo na extinta Rádio  Cultura de Feira.  “Mamãe, mamãe, Inventaram.…’’

A ‘bola’ - o futebol -, foi o mundo de ambos. O pai Alfredo Cezarinho, talentoso atacante, que atuou no E. C. Bahia e Fluminense de Feira encantava em campo pela apurada técnica. O filho, Jair que, inexplicavelmente nunca gostou de correr atrás da bola, situou-se entre os mais importantes cronistas esportivos da Bahia. Garoto ainda, antes de completar 16 anos de idade, Jair começou na extinta Rádio Cultura de Feira, que tinha  imponente sede na Rua Professor Geminiano Costa, inclusive com enorme auditório, ao lado do antigo  Feira Tênis Clube.

 Na década de 1960, Ivanito Rocha, o primeiro  narrador esportivo do rádio feirense, formou na Cultura a equipe esportiva pioneira com Moacir Cerqueira (comentarista) e Raimundo Almeida ( repórter). Ivanito foi responsável pelo lançamento de três garotos, que se tornaram excelentes profissionais, todos já  falecidos: Marivaldo Bastos, Edmundo de Carvalho Júnior - ‘Palito’ e Jair dos Santos Cezarinho  . Em 1968 o gestor da Rádio Cultura, o empresário e político - deputado Oscar Marques -, para fortalecer a emissora na disputa de audiência com a Rádio Sociedade de Feira, fez forte investimento, trazendo da Rádio Cultura da Bahia, Nilton Spínola Cardoso e sua equipe.


Jornalista e radialista: Jair Cezarinho, (1952-2026)


Nilton Spínola Cardoso era, um dos maiores  nomes do rádio baiano apresentando na Cultura de Salvador o programa “Na Polícia e Nas Ruas”, número um do gênero então. Com ele veio numerosa e destacada equipe com: Osvaldo Barreto, Gaspare Sarraceno, Nelson Filho, dentre outros. A esses nomes juntaram-se Ivanito Rocha e outros da sua equipe como o jovem Jair Cezarinho. No início plantonista e redator de esportes, na época a resenha (programa com uma hora de duração), era toda redigida com o uso da máquina datilográfica.  Jair passou a trabalhar  como  repórter esportivo, mostrando enorme facilidade na condução de entrevistas, aliando a isso a qualidade de sua potente voz.

Caminho traçado, Cezarinho atuou como  repórter, comentarista, âncora (apresentador) e narrador  esportivo em várias emissoras como:  Cultura, Sociedade de Feira, Difusora Carioca, Rádio Ide e Ensinai (São Gonçalo) e Rádio Subaé. Teve esse trabalho ampliado na redação do extinto Feira Hoje e ainda na comunicação falada foi proprietário  do carro de som  considerado  o melhor da cidade. Determinado no que fazia Jair não via fronteiras, atuando na transmissão de várias competições internacionais a exemplo da Copa do Mundo, na Itália, França, Alemanha e Estados Unidos. Fora do rádio foi produtor musical e empresário, ocupou a assessoria de órgãos públicos, foi atuante membro  da Associação   Bahiana de Imprensa (ABI) chamando atenção pela sua atuação na Regional Norte/Nordeste, como ação e extrema mobilidade em defesa da categoria. Voz possante, criativo, fez importantes entrevistas, inclusive com Pelé, o rei do futebol, todavia deixou para a posteridade, como uma marca indelével da sua passagem entre nós o ‘bordão’ - ou expressiva mensagem: ‘Mamãe, mamãe, inventaram uma televisão sem  imagem!’, o que, na sua imaginação, diria hoje um garoto entusiasmado e surpreso se o rádio fosse inventado agora, depois da televisão. Jair dos Santos Cezarinho faleceu aos 74 anos de idade, no dia  11 de outubro, deste ano, em consequência de um câncer, sendo sepultado no Cemitério Piedade, em Feira de Santana.


Zadir Marques Porto é jornalista e radialista. 


terça-feira, 27 de outubro de 2026

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Livro "A Imagem Em Cena" lançado na UEFS

Coluna Zadir Marques Porto 


A escritora Renata de Souza Santos - Foto: Acervo Pessoal


Comunicar é algo inerente à espécie humana e isso se verifica desde os primórdios, observando-se a evolução dos meios, compatível com o desenvolvimento  tecnológico. “A Imagem em Cena  na Sociedade Digital”, obra da professora Renata de Souza Santos, lançada  no dia  6 deste mês, no auditório da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), com o prestígio  de grade público, é uma valiosa contribuição  para àqueles que, de algum modo, interessam-se pelo tema. Um trabalho elaborado com a marca de qualidade de quem detém o necessário conhecimento para torná-lo acessível ao grande público, como devem ser  tratados temas de relevância contemporânea.

Renata de Souza Santos, autora da publicação,   mestra em Desenho, Cultura e Interatividade pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), professora da rede pública municipal de Santo Estêvão e coordenadora pedagógica da Escola Criativa Unidade de Ensino em Feira de Santana, é pesquisadora e escritora, integrante do Grupo de Estudos e Pesquisas em Processos de Aprendizagem Cognição e Interação Social. Graduada em Letras - Línguas Portuguesa e Inglêsa -, especialista em Metodologia do Ensino nessa área, como também  em Desenho, Registro e Memória Visual, pela UEFS.

O livro, com apresentação da professora/doutora Carla Borges de Andrade e comentário do doutor Antônio Silva Andrade, aborda: A Cultura Contemporânea na Era  da Comunicação Digital,  Linguagem Imagética: uma Perspectiva Histórica, Era Digital e Comunicação  Contemporânea e Análise Audiovisual (Emoji - O Filme).


Zadir Marques Porto é jornalista e radialista. 

terça-feira, 6 de outubro de 2026

A presença feminina no Jornalismo de Feira de Santana

Coluna Zadir Marques Porto 

O jornalismo, como tantas outras atividades existentes, registrou no início, por diferentes razões, a predominância masculina. Em Feira de Santana, cujo primeiro jornal data do final do Século XIX, não foi diferente. Em 1972, portanto há 52 anos, a jornalista Socorro Pitombo, na Sucursal do Jornal da Bahia, quebrou esse paradigma e abriu caminho, de forma alvissareira, para a presença feminina cada vez maior nesse meio de comunicação.

O jornalismo em Feira de Santana, desde o surgimento dos primeiros periódicos no final do Século XIX, o  pioneiro  teria sido O Feirense, em  1862, foi praticado quase que exclusivamente  por homens até porque, havia sempre o idealismo em  jogo e em maior proporção o jogo político. A presença feminina nas páginas impressas  tipograficamente era rara, salvo em espaços dedicados a poemas, sociais e teatro, e isso de forma ocasional. O jornalismo era concentrado em informações urbanas e fatos de maior relevância fora do município, geralmente de interesse do órgão informativo, por razões óbvias à sua razão existencial.

Pode-se dizer que o jornalismo pautado com similaridade ao modelo atual, que mobiliza repórteres especializados em constante correria, deslocamentos, estudos, investigações, análises e muito mais, só  começou a ser praticado na Cidade Princesa na década de 1960, século passado, com o surgimento das sucursais de jornais da capital em Feira de Santana.  Mas sem mudança na operacionalidade em termos dos recursos humanos. O trabalho então já com intensa atividade - cobertura policial, acompanhando cada passo da Polícia, os jogos de futebol, o movimento da economia, os eventos da sociedade, os festejos –continuou sendo exercido por homens sem que houvesse qualquer conotação machista, como hoje é comum se atribuir a quase tudo.

Esse paradigma foi quebrado no início da década de 1970 com o ingresso da feirense Socorro Pitombo  na sucursal do Jornal da Bahia  localizada em um imóvel pertencente à família Falcão,  na Rua Conselheiro Franco, que também sediava o escritório do doutor Wilson Falcão, então deputado federal.  A Sucursal do JBª era dirigida pelos irmãos Ricardo Falcão (Cacau) e a professora Adnil Falcão que na mesma época foi uma eficiente  Secretária de Administração e Chefe de Gabinete de seu pai ,o prefeito  Newton da Costa Falcão (1972/1973).

Em 1972 na Sucursal JBª ocupando o lugar de Zadir M. Porto, que foi para a Tribuna da Bahia, Socorro Pitombo recém-formada em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), imprimiu seus conhecimentos acadêmicos à  indispensável prática, logo adquirida, conceituando-se profissionalmente. Sobretudo era educada e  afável, generalizando simpatia onde estivesse. Depois do JBª ela ocupou assessorias, inclusive na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). A partir dos anos de 1980 a presença feminina no jornalismo ganhou proporção com o surgimento de excelentes profissionais na  parte final da década de 1970 como Madalena de Jesus, até hoje atuado com grande destaque,  Maura Sergia, Neire Matos, Isa Lee,  Conceição Lobo, Elis Regina e Aparecida Machado (estas três últimas de saudosa lembrança).  Dona de texto rico, mas compatível com a realidade, Socorro Pitombo, mesmo aposentada, manteve-se em atividade através de um informativo online. Faleceu aos 78 anos de idade em 9 de janeiro de 2022.  O caminho aberto por ela no jornalismo feirense frutificou e logo a presença feminina tornou-se sólida e duradoura.


Zadir Marques Porto é jornalista e radialista. 

sábado, 26 de setembro de 2026

Texto inteligente e oportuno

Li, há pouco, texto inteligente e oportuno. Redigido pelo jornalista Miro Palma, e publicado pelo jornal baiano Correio*.

Opinião abalizada, mostra que o futebol brasileiro precisa de um facho de luz em seu interior e entorno.

Indico a necessária leitura deste texto intitulado: O maior problema do futebol brasileiro não está nos estrangeiros

Leia aqui

Marcelo Fonseca

Editor


quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Urge uma ação do Ministério Público Federal

A arbitragem brasileira, na atualidade, é uma vergonha.
De Norte a Sul, Leste-Oeste é uma verdadeira calamidade. A exceção é diminuta, infelizmente!
Caso o Ministério Público Federal (MPF) queira investigar o que está, supostamente, acontecendo de errado com a arbitragem do nosso País é só acionar os Procuradores, em cada Estado, e verificar, de fato, o que parece ser um manto tenebroso que enreda esta triste história no futebol.
A imprensa brasileira é fonte fidedigna e oferece, para quem quiser, acervo diário sobre esta nefasta realidade.

Marcelo Fonseca
Editor

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Nova convocação da Seleção Brasileira: Norte e Nordeste esquecidos!

Revoltante!

Mais uma convocação da Seleção Brasileira de Futebol para a próxima Data Fifa aqui. Nenhum atleta do Norte-Nordeste.

Impossível imaginar que não haja nenhum jogador, atuando, nestas regiões do Brasil que não possa envergar a Canarinho.

O jornalista Zadir Marques Porto, colunista deste Blog Prosa Sobre Esporte, escreve texto sábio sobre a triste história vivida pela Seleção Brasileira de Futebol. O analista disse tudo!

Torço pelo Brasil!

Em cada recanto deste País Verde-Amarelo há corações pulsando. Que o nosso selecionado vire a página. Voltemos a ter hegemonia em campo. O Brasil merece e exige da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Marcelo Fonseca

Editor



Jair Cezarinho – A criatividade foi uma das suas marcas no rádio esportivo

Coluna Zadir Marques Porto   “Mamãe, mamãe, inventaram uma televisão sem imagem!” Nunca gostou de jogar bola, e na idade em quem a maioria d...