Uma Copa do Mundo com verdadeira característica de um evento mundial, não apenas pela sua abrangência territorial - reunindo seleções de 48 países, número jamais atingido anteriormente -, e o modal das disputas que ocorrerão em três países do Continente americano, o que também é inédito na história desses jogos. Todavia, há outros itens que estão fora dos 110 x 75 metros estimados de um campo de futebol, mas que podem influenciar, decisivamente, no espírito da competição e isso pode ser visualizado em outro campo: o geopolítico.
O Planeta vive mais um ciclo de guerras e doenças, com profundo agravamento da fome, apesar do crescimento da produção mundial de alimentos. As mudanças climáticas, a veloz robotização e a expressa utilização da Inteligência Artificial, propõem mudanças que não são de fácil assimilação por grande parte da população notadamente pela rapidez como elas se processam. E tudo isso acontece longe do tempo do futebol ‘romântico’, quando a preocupação do atleta - que não ganhava salários bilionários -,era mostrar técnica e habilidade no gramado e a do torcedor vibrar, rir, chorar, se emocionar com o espetáculo.
Assim, a exemplo de uma eleição politica, que ocorre de quatro em quatro anos, o brasileiro está as portas da Copa do Mundo, cheio de dúvidas em relação à seleção, formada por atletas nossos, mas alguns praticamente desconhecidos já que atuam no exterior e dirigidos por um técnico estrangeiro. O insucesso dos ‘canarinhos’ que há bom tempo não conseguem cantar com maestria, preocupa grande parte da população. Mesmo assim ela ainda se mobiliza decora ruas, pinta paredes, grava músicas, promove eventos e veste a camisa amarela, externando uma confiança, nem sempre verdadeira, mas necessária como prova de patriotismo. Para os que gostam do futebol - aqui e alhures -, e independente de tudo, é manter a contagem regressiva, esperando a bola rolar em clima de paz, respeito e segurança, sem o que não há razão para o esporte!
