Coluna Zadir Marques Porto
Na final, sem a esperada e desejada presença da representação verde-amarela que, mais uma vez, foi um terrível fiasco, o Brasil torceu e vibrou com a merecida vitória da Espanha, como creio que faria se o titulo ficasse com qualquer outra seleção que não fosse a Argentina, por razões por demais conhecidas e que cada vez mais nos afastam dos nossos vizinhos, principalmente no campo esportivo, o que é uma pena, levando em conta a qualidade do futebol argentino, provada pela importação de jogadores e técnicos por clubes brasileiros, o que não ocorre em contrapartida, em relação a profissionais brasileiros.
Sugeriu-me o excelente jornalista Marcelo Fonseca falar sobre a Copa do Mundo, o que faço pela nossa extrema amizade e admiração que tenho por ele. Na verdade não gostaria, até porque, também sendo Cronista Esportivo, jamais me interessei por esse tipo de competição, como de jogos internacionais, e ele sabe disso. Sem paixão por qualquer clube não trocaria, como não fiz, a final da Copa pelo jogo Fluminense x Feira FC, semifinal do Campeonato Baiano da Segunda Divisão. Cores, suores, risos e lágrimas sertanejas. Assim assisti pela TV com neutralidade, mas satisfeito com a volta do Fluminense à Primeira Divisão. Todavia, mais satisfeito ficaria se o Feira FC conseguisse o mesmo intento, impossível, no entanto, devido ao correto Regulamento da Competição.
Quanto à Copa do Mundo ou aos jogos dela apenas assisti ao segundo tempo de Brasil x Marrocos e foi suficiente. Vi, se esta opinião tem algum valor, a Seleção Brasileira assemelhando-se a ‘um baba mal tirado’. Na juventude joguei babas excelentes, outros nem tanto, por conta dos organizadores ou ‘tiradores’. Times sem a menor ideia de formação. Todo mundo correndo, mas sem saber para onde ou para que! Vi, assim, a Seleção Brasileira e creio que não me enganei por conta do depoimento de minha filha caçula, que assistiu a peleja em sua residência com minha neta de nove anos de idade e que, durante o ‘desastroso espetáculo’, na sua sábia inocência infantil perguntou: ‘Mamãe, mamãe, eles [os marroquinos] estão brincando de bobinho com o Brasil?’. Diante desta análise de uma pequena torcedora, de apenas nove anos, reservo-me a dizer algo mais. Parabéns, Espanha!
Zadir Marques Porto é jornalista e radialista.
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