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sábado, 8 de março de 2025

Ao garoto Luighi resta lutar e ser forte

Coluna Alê Alves

Estamos cansados de indignação seletiva, de manifestações de apoio em forma de nota de repúdio, hashtags, placas ou vídeos para engajar. Nada disso evita nossa dor ou resolve os crimes. Nada ser feito para coibir esse crime em campo mostra que estamos (sempre!) expostos.

A luta contra o racismo é real, precisa ser real. Na era das fakes, não parecer ser racista é melhor do que realmente não ser. Expor solidariedade na internet e não ter nenhuma atitude na vida é hipocrisia. E vivemos em uma sociedade hipócrita.

Nota de repúdio não é medida protetiva contra racista. A impunidade é cúmplice dos racistas, mesmo o esporte não se afastando dos direitos humanos, pelo menos na essência, e eles se sentem confortáveis para agir enquanto não são criminalizados e punidos.

É claro que combater o racismo não é simples e nem há fórmula mágica, mas resposta efetiva e direta contra racista provém de ações. Providência em nível institucional é mais do que obrigatório, de CBF a Fifa, de Palmeiras e Conmebol.

Conivência e negligência andam lado a lado nos recorrentes casos de racismo no futebol. A impressão que dá, pondo mais uma vez o dedo na ferida e sendo desconfortável com você, amigo leitor, é que o único foco do esporte mais popular do mundo, atualmente, é o dinheiro.

Medida enérgica? Punição pesada? Quais temos? As placas de “Basta de Racismo” da CONMEBOL não nos livram de insultos. Notas oficiais de clubes, entidades e federações não vão resolver nenhum crime. Nada disso evita nossa dor.

E como podemos confiar em qualquer medida posterior a um novo caso de racismo, sendo que o futuro já está escrito com letras garrafais de um novo crime racista? A mudança urge sair da teoria e virar prática. O racismo enriquece, é lucrativo e combatê-lo na essência exige o rompimento de algumas barreiras.

Só quem tem a carne cortada com a faca do racismo é capaz de sentir a dor profunda do preconceito racial. Um garoto de 18 anos se viu obrigado a carregar todas as atribuições que não deveriam ser dele por simplesmente ser negro.

Até quando?

Alê Alves, 25 anos, baiano da roça e estudante de jornalismo, repórter de campo da  Rádio Sociedade News FM, reforçando a equipe "Os Diplomatas do Rádio". Redator do site Diplomatas News, apresentador do programa de pré-jogo aos domingos "Esperando a Bola na Rede". Estudioso da bola, aficionado por futebol americano, Fórmula 1, basquete e outros mais. Amante do futebol alternativo,  e de rock, cinema e música pré anos 90.

segunda-feira, 25 de março de 2024

EXCLUSIVO: A ESPANHA CONTRA OS PRETOS!

Coluna Ronaldo Gomlevsky

Real Madrid, Barcelona, Atléticos de Madrid e de Bilbao, Valladollid e muitos outros, sempre vieram ao Brasil, adquirir nossos grandes craques de futebol.

A esmagadora maioria de nossos atletas que, bem cedo em idade, viaja para mostrar a arte futebolística que possuem é de jogadores pretos.

A grande questão é que, quando atuam e se destacam, sempre, a torcida adversária encontra xingamentos preconceituosos, atos obscenos, lançamentos de bananas ao campo e gritos de macaco, para brindá-los com todo o ódio cujos torcedores aprenderam em casa, com papai e mamãe e transmitem sempre, independente de serem jovens, já adultos ou velhos.

Os espanhóis e portugueses, com os navios negreiros que singravam os mares para buscar carne negra escravizada na África e despejá-la pelas Américas e também pela Europa, através de lucros financeiros espetaculares, rebaixavam os seres humanos que lhes serviam de instrumento e objeto de compra, venda e lucro para lhes enriquecer, como se o fato de ser preto tirasse do homem, a condição de gente.

Não faz muito, Dani Alves pegou da grama do campo de jogo, uma banana que lhe havia sido atirada, junto com a pecha de macaco que algum branco idiota lhe cuspira, descascou a fruta e a degustou, num dos gestos mais inteligentes que se pode observar e que ilustra bem a matéria.

A total responsabilidade por atitudes racistas de torcedores espanhóis, em campos de jogo, usando uniforme das agremiações por quem torcem, é a Fifa, coadjuvada pelas federações locais.

Este crime só tem uma forma de ser erradicado: PUNIÇÃO! PERDA DE PONTOS! O CLUBE CUJO TORCEDOR AGRIDE DE FORMA RACISTA, COM PALAVRAS OU GESTOS, UM ATLETA DO CLUBE ADVERSÁRIO, DEVE SER ELIMINADO DAQUELA COMPETIÇÃO. A REINCIDÊNCIA DEVE CUSTAR AO CLUBE, UM ANO SEM DISPUTAR CAMPEONATOS. E SE, CONTINUAR ACONTECENDO, SUSPENÇÕES DE ATÉ 5 ANOS, CHEGANDO ATÉ À EXPULSÃO DO CLUBE, DA LIGA DA QUAL PARTICIPA E O BANIMENTO TOTAL DO FUTEBOL, SE ASSIM SE FIZER NECESSÁRIO.

A Fifa e as federações que cerram os olhos para não verem, sabem muito bem da gravidade da coisa.
Como protesto contra os racistas do futebol espanhol e como solidariedade ao nosso VINI JÚNIOR, não vou escrever sobre Espanha X Brasil que será disputado amanhã, terça-feira.

Este é o texto que substitui os meus comentários, de total apoio aos atletas de todos os países, vítimas de preconceito e discriminação em campos de futebol na Espanha!

Meu total apoio a todos os pretos que há 75 anos, de forma mágica e magistral vêm fazendo minha felicidade, envergando as camisas do Flamengo e da Seleção Brasileira!

Obrigado, Pelé, Romário, Didi, Moacir, Jairzinho, Ronaldinho Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho, Zózimo, Marco Antônio, Edu, Dr. Rúbens, Jair da Rosa Pinto, Silva Batuta, Dida, muitos milhares de outros e Garrincha, por terem colorido minha infância, minha adolescência e minha maturidade, com a cor do negro brasileiro, craque de futebol!

Muito Obrigado!

Racismo, nunca mais!

Ronaldo Gomlevsky é jornalista, advogado e empresário.

domingo, 26 de novembro de 2023

Quando isto irá acabar?

 Racismo e xenofobia.

Infelizmente, na véspera à tarde, o fotógrafo do Vitória, Victor Ferreira, fora vítima de racismo e xenofobia, quando trabalhava no jogo Vitória 1 X 3 Chapecoense, na Arena Condá, em Chapecó, interior de Santa Catarina (SC).

Torcedores racistas instilaram veneno contra o fotógrafo. Quando isto irá acabar?

Minha solidariedade, Victor!

"Minha neta, de apenas nove anos, enxergou o caos que é a Seleção Brasileira", afirma Cronista Esportivo

Coluna Zadir Marques Porto   Na final, sem a esperada e desejada presença da representação verde-amarela que, mais uma vez, foi um terrível ...