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segunda-feira, 20 de julho de 2026

"Minha neta, de apenas nove anos, enxergou o caos que é a Seleção Brasileira", afirma Cronista Esportivo

Coluna Zadir Marques Porto 

Na final, sem a esperada e desejada presença da representação verde-amarela que, mais uma vez, foi um terrível fiasco,  o Brasil  torceu e vibrou com a  merecida vitória  da Espanha, como creio que  faria se o titulo ficasse com qualquer outra seleção que não fosse a Argentina, por razões por demais conhecidas e que cada vez mais nos afastam dos nossos vizinhos,  principalmente  no campo esportivo, o que é uma pena, levando em conta a qualidade do futebol argentino,  provada pela  importação de jogadores e técnicos por clubes brasileiros, o que não ocorre em contrapartida, em relação a profissionais brasileiros.

Sugeriu-me o excelente jornalista Marcelo Fonseca falar sobre a Copa do Mundo, o que faço pela nossa extrema amizade e admiração que tenho por ele. Na verdade não gostaria, até porque, também sendo Cronista Esportivo, jamais me interessei por esse tipo de competição, como de jogos internacionais, e ele sabe disso. Sem paixão por qualquer clube não trocaria, como não fiz, a final da Copa pelo jogo  Fluminense x Feira FC, semifinal  do Campeonato Baiano da Segunda Divisão. Cores, suores, risos e lágrimas sertanejas. Assim assisti pela TV com neutralidade, mas satisfeito com a volta do Fluminense à Primeira Divisão. Todavia, mais satisfeito ficaria se o Feira FC conseguisse o mesmo intento, impossível, no entanto, devido ao correto Regulamento da Competição. 

Quanto à Copa do Mundo ou aos jogos dela apenas assisti ao segundo tempo de Brasil x Marrocos e foi suficiente. Vi, se esta opinião tem  algum valor, a Seleção Brasileira assemelhando-se   a ‘um  baba mal tirado’. Na juventude joguei babas excelentes, outros nem tanto, por conta dos organizadores ou ‘tiradores’. Times sem a menor ideia de formação. Todo mundo correndo, mas sem saber para onde ou para que! Vi, assim, a Seleção  Brasileira e creio que não me enganei por conta do depoimento de minha filha caçula, que assistiu a peleja em sua residência com minha neta  de nove anos de idade e que, durante o ‘desastroso espetáculo’, na sua sábia inocência infantil perguntou: ‘Mamãe,  mamãe, eles [os marroquinos] estão  brincando de bobinho com o Brasil?’.  Diante desta análise de uma pequena torcedora, de apenas nove anos, reservo-me a dizer algo mais. Parabéns, Espanha!

Zadir Marques Porto é jornalista e radialista. 

quinta-feira, 25 de abril de 2024

Exclusivo: Na lembrança do torcedor e, também, do cronista

Coluna Zadir Marques Porto

O futebol - esporte das multidões -, como é sabiamente denominado pela sua universalidade, é gerador de paixões, até inexplicáveis, e condutor de homens e mulheres - independente de idade e condição social -, às praças esportivas para torcer pelas equipes que admiram.  Dentro e fora de campo há uma  enorme competição física e emocional.

Surgem, assim, fatos e eventos que extrapolam o calendário, dias, meses e anos, permanecendo na lembrança do torcedor e, também, do cronista. Lá pelos anos 60, do século passado, vivendo uma grande fase, o Fluminense de Feira contava com um atacante “entortador”. Jogando pela direita, o ponta Chumbinho (Odenilton Vitor Gomes) fazia muitas vezes o marcador sair de campo “empenado”.

Um destes, o zagueiro do Bahia, Roberto Rebouças, famoso pela violência e deslealdade empregadas em campo. Incapaz de conter o atacante tricolor o atingiu deliberadamente na perna direita, causando uma dolorosa fratura e  longa inatividade em severo tratamento. Meses depois, refeito, Chumbinho caminhou 120 km de Feira de Santana à igreja de Senhor do Bonfim, em Salvador,  para agradecer a recuperação.

Surpreendentemente na porta do templo estava uma figura alta e vigorosa. Era Roberto Rebouças que com lágrimas a correr pela face pediu perdão ao atacante tricolor. Uma cena  emocionante  flagrada por fotógrafos, repórteres  e torcedores. Chumbinho, como bom cristão, aceitou o pedido do zagueiro. Trocaram um abraço emocionado, mas o futebol de Chumbinho nunca mais!

Zadir Marques Porto é jornalista e radialista.  

sexta-feira, 12 de abril de 2024

Exclusivo: Na vida tudo tem um dia e esse dia chegou

Coluna Zadir Marques Porto

Nos bons tempos do Fluminense de Feira, lá pelos anos de 1970/1980, o pai de santo ou babalorixá, como prefiram, Paulo Caveira, conseguiu não apenas se aproximar da diretoria do clube como a, praticamente, dela fazer parte. Orações, banhos, conversas e como o tricolor estava muito bem, ganhando sempre os jogos, muito lhe era atribuído.

Assim, com ares de dirigente, ele fazia parte da delegação tricolor em cada viagem do clube na maratona do campeonato estadual. O mais importante é que tinha lugar reservado no ônibus tricolor no espaço destinado aos diretores, portanto honroso e privilegiado. Mas na vida tudo tem um dia e esse dia chegou quando ele ingressou no veiculo e foi ocupar seu lugar para mais uma viagem.

Foi advertido pelo motorista que ele não poderia ficar ali, por ordem da diretoria. O babalorixá ainda teria tentado contrapor a decisão, o que de nada adiantou. Dias depois surgiu na imprensa a declaração do “desprestigiado” pai de santo. “Tem nada não, vocês vão ver o que é bom para a tosse. Enterrei uma caveira de boi rezada no Joia (estádio municipal) e nunca mais esse Touro será campeão!”.

Resultado é que depois disso o tricolor nunca mais viu um título, apesar de que em uma das reformas do gramado do Joia trabalhadores desenterraram algo semelhante a uma caveira de boi! Acreditem ou não é um fato real, mas não é único. Está no livro “O Eterno Futebol” do médico da Seleção Brasileira, Corínthians, Vasco, Bangu, e Fluminense  Mário Trigo, algo semelhante ocorrido no futebol carioca. 

Vasco e Andaraí disputavam o certame da Cidade Maravilhosa e em um jogo programado para ambos, por conta de um acidente, o Andaraí que só contava com sete jogadores, pediu o adiamento da partida. O Vasco não atendeu e goleou o adversário. Revoltado com o  fato Arubinha,  jogador do Andaraí enterrou um sapo em São Januário e garantiu “Isso o Vasco vai pagar, vai ficar sem ser campeão tantos anos” ( o mesmo número de gols sofrido no jogo). E essa profecia aconteceu. Está no livro  de Mário Trigo! 

Zadir Marques Porto é jornalista e radialista.  

"Minha neta, de apenas nove anos, enxergou o caos que é a Seleção Brasileira", afirma Cronista Esportivo

Coluna Zadir Marques Porto   Na final, sem a esperada e desejada presença da representação verde-amarela que, mais uma vez, foi um terrível ...