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sexta-feira, 12 de abril de 2024

Exclusivo: Na vida tudo tem um dia e esse dia chegou

Coluna Zadir Marques Porto

Nos bons tempos do Fluminense de Feira, lá pelos anos de 1970/1980, o pai de santo ou babalorixá, como prefiram, Paulo Caveira, conseguiu não apenas se aproximar da diretoria do clube como a, praticamente, dela fazer parte. Orações, banhos, conversas e como o tricolor estava muito bem, ganhando sempre os jogos, muito lhe era atribuído.

Assim, com ares de dirigente, ele fazia parte da delegação tricolor em cada viagem do clube na maratona do campeonato estadual. O mais importante é que tinha lugar reservado no ônibus tricolor no espaço destinado aos diretores, portanto honroso e privilegiado. Mas na vida tudo tem um dia e esse dia chegou quando ele ingressou no veiculo e foi ocupar seu lugar para mais uma viagem.

Foi advertido pelo motorista que ele não poderia ficar ali, por ordem da diretoria. O babalorixá ainda teria tentado contrapor a decisão, o que de nada adiantou. Dias depois surgiu na imprensa a declaração do “desprestigiado” pai de santo. “Tem nada não, vocês vão ver o que é bom para a tosse. Enterrei uma caveira de boi rezada no Joia (estádio municipal) e nunca mais esse Touro será campeão!”.

Resultado é que depois disso o tricolor nunca mais viu um título, apesar de que em uma das reformas do gramado do Joia trabalhadores desenterraram algo semelhante a uma caveira de boi! Acreditem ou não é um fato real, mas não é único. Está no livro “O Eterno Futebol” do médico da Seleção Brasileira, Corínthians, Vasco, Bangu, e Fluminense  Mário Trigo, algo semelhante ocorrido no futebol carioca. 

Vasco e Andaraí disputavam o certame da Cidade Maravilhosa e em um jogo programado para ambos, por conta de um acidente, o Andaraí que só contava com sete jogadores, pediu o adiamento da partida. O Vasco não atendeu e goleou o adversário. Revoltado com o  fato Arubinha,  jogador do Andaraí enterrou um sapo em São Januário e garantiu “Isso o Vasco vai pagar, vai ficar sem ser campeão tantos anos” ( o mesmo número de gols sofrido no jogo). E essa profecia aconteceu. Está no livro  de Mário Trigo! 

Zadir Marques Porto é jornalista e radialista.  

terça-feira, 9 de abril de 2024

Exclusivo: Bicho!

Coluna Zadir Marques Porto

A gratificação no futebol, ou ao jogador de futebol, naturalmente quando é obtido o resultado desejado e necessário, geralmente uma vitória, valendo classificação, título, ou mesmo evitando um decesso, é coisa antiga e tão comum, que hoje não desperta críticas como já chegou a acontecer, por parte de alguns desportistas.

O mais interessante, no entanto, é a  denominação dada a essa gratificação: BICHO!. É possível que muitos desportistas, até mesmo a grande maioria desconheça a razão. O doutor Mário Trigo (Mario Hermes Trigo de Loureiro), paulista de intensa presença no futebol brasileiro, como atleta e médico (odontólogo) de vários clubes e da Seleção Brasileira nas Copas do Mundo de 1958, 1962 e 1966, no seu excelente livro “O Eterno Futebol” lançado em 2002, esclarece todas as dúvidas sobre  o assunto.

Conforme Mário Trigo, tudo começou no Vasco da Gama, um dos gigantes do futebol brasileiro. Momentos antes de um jogo de grande importância para o clube de São Januário, um torcedor de prenome Abel, dono de uma casa de charques na Rua do Acre e também bicheiro, entrou no vestiário do clube e anunciou aos atletas “Se vocês ganharem o jogo, eu darei um galo para cada um!”.

 “O valor de um galo era de cinquenta mil réis e cinquenta é a dezena do galo, no jogo do bicho. Conforme o jogo, ele daria um coelho (10), um cachorro (20) e uma vaca (100)”. Assim, conta Mário Trigo, no seu livro, surgia o “bicho” no futebol e os outros clubes passaram a fazer como o Vasco (ou o torcedor vascaíno), premiando seus jogadores com o “bicho”. 

Zadir Marques Porto é jornalista e radialista. 


"Minha neta, de apenas nove anos, enxergou o caos que é a Seleção Brasileira", afirma Cronista Esportivo

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