segunda-feira, 22 de junho de 2026

Coleção histórica de um feirense

Coluna Zadir Marques Porto 

Ele foi até um bom lateral pela direita no time juvenil que era treinado por Gilson Porto, no bairro Sobradinho, e tinha tudo para seguir no Fluminense, mas preferiu ir trabalhar no ramo farmacêutico, sem esquecer o futebol e o tricolor. Assim, é comum vê-lo com a camisa do Touro e nos jogos do tricolor, ele é presença obrigatória no Joia da Princesa, embora também tenha suas simpatias pelo E.C. Bahia. Pedro Nunes da Silva Neto se deixou de correr atrás da bola, jamais deixou de segui-la nas transmissões de rádio e TV e em jornais e revistas.

Assim, hoje é detentor de uma coleção da Revista Placar, especializada em esportes com 1.548 edições. Embora faltem alguns números que ele não conseguiu adquirir, descarta a possibilidade de se desfazer dela. Pretende,  sim, conseguir as poucas edições que faltam para considerá-la completa. Reclama, no entanto, que nos últimos  meses algumas edições não tem chegado a esta cidade já que a distribuidora está sediada  em Vitória da Conquista.

Extremamente zeloso com a coleção, Pedro Nunes espera concluir as obras de sua residência, no bairro Jardim Cruzeiro, que terá uma sala especial no andar superior para a Revista Placar. No momento as 1.548 edições estão bem acondicionadas em caixas de isopor apropriadas esperando a transição.  Ressalta que embora tenha começado a coleção na década de 1990 adquiriu grande parte das edições anteriores  da revista a um desportista que, como ele, também é colecionador. Para quem gosta de esportes, em especial o futebol, a revista é um verdadeiro manancial de informações e muito democrática, na opinião dele:

“A Placar fala sobre seleções e grandes clubes, mas também focaliza pequenas agremiações, algumas absolutamente desconhecidas do grande público’’ .  Pedro Nunes destaca que há edições imperdíveis, como as que trazem matérias sobre a Copa do Mundo e o Título Nacional do Bahia em 1988, dentre outras. Há, ainda, uma matéria sobre o Fluminense de Feira, então considerado ’O Santos do Nordeste’. A mais valiosa diz ele, é a edição número um, tendo na capa uma fotografia de Pelé,  avaliada em cinco mil reais

Todavia, chama atenção para uma matéria sobre a quase vinda de Zico para o Fluminense. “Walter Miraglia, técnico do Fluminense, era funcionário do Flamengo. Ele levou o Touro para um amistoso na Gávea, quando foi definida a vinda de vários jogadores que foram Campeões Baianos de 1969 e dentre os oferecidos, para ganhar experiência, estava Zico, mas um dirigente do Fluminense teria dito que ele era ’mirrado’(muito magro). Assim, Zico não veio para Feira de Santana, é o que está na Revista Placar”, conclui Pedro Nunes.

Zadir Marques Porto é jornalista e radialista. 

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