Coluna Zadir Marques Porto
Ele foi até um bom lateral pela direita no time juvenil que era treinado por Gilson Porto, no bairro Sobradinho, e tinha tudo para seguir no Fluminense, mas preferiu ir trabalhar no ramo farmacêutico, sem esquecer o futebol e o tricolor. Assim, é comum vê-lo com a camisa do Touro e nos jogos do tricolor, ele é presença obrigatória no Joia da Princesa, embora também tenha suas simpatias pelo E.C. Bahia. Pedro Nunes da Silva Neto se deixou de correr atrás da bola, jamais deixou de segui-la nas transmissões de rádio e TV e em jornais e revistas.
Assim, hoje é detentor de uma coleção da Revista Placar, especializada em esportes com 1.548 edições. Embora faltem alguns números que ele não conseguiu adquirir, descarta a possibilidade de se desfazer dela. Pretende, sim, conseguir as poucas edições que faltam para considerá-la completa. Reclama, no entanto, que nos últimos meses algumas edições não tem chegado a esta cidade já que a distribuidora está sediada em Vitória da Conquista.
Extremamente zeloso com a coleção, Pedro Nunes espera concluir as obras de sua residência, no bairro Jardim Cruzeiro, que terá uma sala especial no andar superior para a Revista Placar. No momento as 1.548 edições estão bem acondicionadas em caixas de isopor apropriadas esperando a transição. Ressalta que embora tenha começado a coleção na década de 1990 adquiriu grande parte das edições anteriores da revista a um desportista que, como ele, também é colecionador. Para quem gosta de esportes, em especial o futebol, a revista é um verdadeiro manancial de informações e muito democrática, na opinião dele:
“A Placar fala sobre seleções e grandes clubes, mas também focaliza pequenas agremiações, algumas absolutamente desconhecidas do grande público’’ . Pedro Nunes destaca que há edições imperdíveis, como as que trazem matérias sobre a Copa do Mundo e o Título Nacional do Bahia em 1988, dentre outras. Há, ainda, uma matéria sobre o Fluminense de Feira, então considerado ’O Santos do Nordeste’. A mais valiosa diz ele, é a edição número um, tendo na capa uma fotografia de Pelé, avaliada em cinco mil reais
Todavia, chama atenção para uma matéria sobre a quase vinda de Zico para o Fluminense. “Walter Miraglia, técnico do Fluminense, era funcionário do Flamengo. Ele levou o Touro para um amistoso na Gávea, quando foi definida a vinda de vários jogadores que foram Campeões Baianos de 1969 e dentre os oferecidos, para ganhar experiência, estava Zico, mas um dirigente do Fluminense teria dito que ele era ’mirrado’(muito magro). Assim, Zico não veio para Feira de Santana, é o que está na Revista Placar”, conclui Pedro Nunes.
Zadir Marques Porto é jornalista e radialista.
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