sábado, 29 de março de 2025

Editorial: A torcida brasileira exige ser respeitada, senhor presidente Ednaldo Rodrigues!

Na condição de torcedor da Seleção Brasileira, sinto-me, infelizmente, em extrema tristeza. O vexame é estridente. Este é o momento.

Com a acachapante vitória, na recente eleição, o senhor Ednaldo Rodrigues continua à frente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), e a Seleção Brasileira, parece-me, que está em segundo plano ou terceiro... quem sabe?

Centralizador, o senhor Ednaldo Rodrigues, tudo leva crer, luta, e como, por poder e fama, mesmo com sofrível administração. Um paradoxo? Certamente! Não resta nenhuma dúvida. Contudo, a história é outra: o homem é quem manda. Está no poder, até 2030! 

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) precisa dar uma resposta urgente.

Chega de tanto descalabro!

A torcida brasileira exige ser respeitada, senhor presidente Ednaldo Rodrigues!


 




terça-feira, 25 de março de 2025

Desportista de escol

Coluna Zadir Marques Porto

O conceituado médico Gastão Guimarães ( Gastão Clóves de Souza Guimarães), falecido em 1954 e que dá nome ao principal estabelecimento de segundo grau da rede estadual de ensino em Feira de Santana - Instituto de Educação Gastão  Guimarães (IEGG) -, foi um desportista de escol, vivendo com  intensidade o futebol amador da cidade princesa na década de 1920.

Além de uma atuação reconhecida e elogiada na medicina e na educação, como professor de Literatura e Língua Portuguesa, ele organizou e comandou a Seleção de Feira de Santana que venceu a Seleção de Ilhéus por 1 x 0 no jogo final conquistando o Título  do Campeonato Intermunicipal de Futebol de 1921. O doutor Gastão Guimarães, que era dirigente e treinador tinha a seguinte equipe: Artur, Arlindo e Luizinho, Sinhô, Zeca Martins, Dentista, Muriçoca e Jonga, Sessenta e Nove, Ramalho e Dudu.

Os jogos do Intermunicipal de 1921 foram realizados em Salvador, no Campo da Graça, há muito tempo desaparecido devido à rápida urbanização daquela área antes residencial e meio despovoada, hoje ocupada por prédios, estabelecimentos comerciais e da área da saúde. 

Zadir Marques Porto é jornalista e radialista. 

sábado, 15 de março de 2025

Bravo!

Li e recomendo o livro Grandes Comunicadores - Ícones do Rádio Feirense, de autoria do renomado jornalista e radialista Zadir Marques Porto, colunista deste Blog Prosa Sobre Esporte.
Zadir Porto escreve com propriedade. Livro que não pode faltar na biblioteca de quem ama o Rádio. O leitor vai poder passear nas histórias de vida de comunicadores que marcaram época na pujante Princesa do Sertão.
A literatura agradece!

Marcelo Fonseca
Editor

segunda-feira, 10 de março de 2025

As invisíveis crianças!

Coluna Djalma Dilton

As invisíveis crianças que habitam as ruas da nossa sociedade são as verdadeiras sombras do nosso cotidiano. Suas vozes não ecoam, são sufocadas e perdidas entre o barulho das buzinas e o ritmo acelerado das vidas alheias. Ignoradas como se não fossem parte do mesmo torrão, este solo fértil que deveria ser um berço de oportunidades. No entanto, vivem como seres irreconhecíveis e desumanizados, vítimas dos maus tratos que a vida lhes impôs que marcam sua infância.

Em sua dura realidade, aprendem a aceitar a indiferença ao seu redor como se fosse normal. Acostumadas à brutalidade da rotina, aprenderam não chorar. É marcada pela falta, pela penúria e, muitas vezes, pela dor silente. Nos cruzamentos movimentados, aproveitam-se dos veículos parados diante dos semáforos. Suas mãos humildes, estendidas, sinalizam carência e desespero, nas suas solicitações nem sempre atraem olhares solidários, mas, para muitos, esses pequenos gestos continuam invisíveis.

As vistas se desviam, corações se endurecem, e a fome que geme nas barriguinhas vazias é abafada pelo silêncio de quem ignora a dor e os sofrimentos estampados em seus rostos, encobertos pelo ruido da indiferença. Como pode alguém avaliar tamanho desalento sem ter passado por circunstâncias iguais?

As discriminações sociais vão além da aparência física; elas se manifestam nas vestes rotas, no tom da pele, na condição de estar sem teto ou ser mais um morador de rua. São vidas que, tragicamente, se tornam dados estatísticos, sepultados pelas balas perdidas ou pela injustiça de um sistema incapacitado em protegê-las. A sociedade, numa cumplicidade silenciosa finge ignorar a miserabilidade que permeia o "pobre país rico."

Observa-se a frieza do egoísmo e da desumanização. Enquanto isso, religiosos que deveriam ser faróis de esperança, se voltam para a teoria da prosperidade, utilizando a fé como um meio para acúmulo de riqueza pessoal do que ao bem-estar coletivo. Os gananciosos mega produtores se impõe limitando o crescimento nacional. Estes que escapam das amarras fiscais, preferindo jogar ao lixo fartos produtos alimentícios, o que poderia alimentar milhares de bocas famintas, perpetuando um ciclo de miséria que assola os mais vulneráveis.

É uma ironia cruel daqueles que se proclamam patriotas sejam autênticos hipócritas, amantes de si mesmo, são na verdade, os verdadeiros inimigos dos seus próprios irmãos. O apocalipse social está diante dos nossos olhos com a reflexão que ecoa: "Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta, e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego e nu"                                   (Apocalipse: 3,17)"

Essas palavras continuam ecoando como um alerta sobre a cegueira que nos consome.

A pobreza deste país se manifesta através do "luxuoso" ato de arrancar migalhas das bocas sedentas; e, enquanto continuamos a ignorar essas crianças invisíveis, perderemos a capacidade de ver o que realmente importa; a humanidade que, em sua essência, nos torna iguais. Que possamos despertar para a realidade ao nosso redor, pois a transformação começa pelo reconhecimento do outro, pela escuta ativa e pela luta contra a indiferença e desigualdade. Somente assim, num dia não tão distante, poderemos afirmar que somos, de fato, um país livre, justo e humano.

A pobreza deste país se manifesta através do uso escandaloso do dinheiro público revelando a degradação moral que permeia a política: que mantém o país como refém dos seus desejos pessoais e não aprovarem as emendas que trazem benefícios promissores a quem de direito e obrigação.  São blindados por foro privilegiado, pensão vitalícia, orçamentos secretos, auxilios de todas as espécies, da gravata ao papel higiênico, na busca da limpeza das suas necessidades, dos estrumes e odores deste sistema repugnante, que pairam no ar, em torno de 24 milhões por ano, com cinismo "patriótico!"

Lembrando-nos da sujeira deixada nas instituições que deveriam representar a ética e a justiça. É possível vislumbrar um futuro promissor, onde verdadeiros políticos emerjam para ocupar seus lugares legítimos, erradicando de uma vez por todas como se fossem cupins, em formato de gente, os politiqueiros e suas politicagens. Um futuro no qual a dignidade, o respeito e a verdadeira liderança sejam os pilares que sustentam uma sociedade justa.

Sejam eliminados dos cargos públicos os falsos patriotas, os líderes religiosos que usam o nome de Deus em vão. Que os falsos mitos e heróis de "bolhas" sejam desmascarados, para que as invisíveis crianças possam finalmente ser vistas e ouvidas. Resgatadas com direito à vida, com amor, respeito e dignidade, em mundo que lhes deve muito mais do que simples olhares de compaixão.

Djalma Dilton é escritor, poeta, compositor e cantor. Membro da Academia Brasileira de Artes Integradas. Ex-jogador do Bahia de Feira nos anos 1960 a 1962.

sábado, 8 de março de 2025

Ao garoto Luighi resta lutar e ser forte

Coluna Alê Alves

Estamos cansados de indignação seletiva, de manifestações de apoio em forma de nota de repúdio, hashtags, placas ou vídeos para engajar. Nada disso evita nossa dor ou resolve os crimes. Nada ser feito para coibir esse crime em campo mostra que estamos (sempre!) expostos.

A luta contra o racismo é real, precisa ser real. Na era das fakes, não parecer ser racista é melhor do que realmente não ser. Expor solidariedade na internet e não ter nenhuma atitude na vida é hipocrisia. E vivemos em uma sociedade hipócrita.

Nota de repúdio não é medida protetiva contra racista. A impunidade é cúmplice dos racistas, mesmo o esporte não se afastando dos direitos humanos, pelo menos na essência, e eles se sentem confortáveis para agir enquanto não são criminalizados e punidos.

É claro que combater o racismo não é simples e nem há fórmula mágica, mas resposta efetiva e direta contra racista provém de ações. Providência em nível institucional é mais do que obrigatório, de CBF a Fifa, de Palmeiras e Conmebol.

Conivência e negligência andam lado a lado nos recorrentes casos de racismo no futebol. A impressão que dá, pondo mais uma vez o dedo na ferida e sendo desconfortável com você, amigo leitor, é que o único foco do esporte mais popular do mundo, atualmente, é o dinheiro.

Medida enérgica? Punição pesada? Quais temos? As placas de “Basta de Racismo” da CONMEBOL não nos livram de insultos. Notas oficiais de clubes, entidades e federações não vão resolver nenhum crime. Nada disso evita nossa dor.

E como podemos confiar em qualquer medida posterior a um novo caso de racismo, sendo que o futuro já está escrito com letras garrafais de um novo crime racista? A mudança urge sair da teoria e virar prática. O racismo enriquece, é lucrativo e combatê-lo na essência exige o rompimento de algumas barreiras.

Só quem tem a carne cortada com a faca do racismo é capaz de sentir a dor profunda do preconceito racial. Um garoto de 18 anos se viu obrigado a carregar todas as atribuições que não deveriam ser dele por simplesmente ser negro.

Até quando?

Alê Alves, 25 anos, baiano da roça e estudante de jornalismo, repórter de campo da  Rádio Sociedade News FM, reforçando a equipe "Os Diplomatas do Rádio". Redator do site Diplomatas News, apresentador do programa de pré-jogo aos domingos "Esperando a Bola na Rede". Estudioso da bola, aficionado por futebol americano, Fórmula 1, basquete e outros mais. Amante do futebol alternativo,  e de rock, cinema e música pré anos 90.

quinta-feira, 6 de março de 2025

Erro de arbitragem: Gol legítimo anulado

Coluna Zadir Marques Porto

Sempre prejudicado pelas arbitragens desde 1954 quando ingressou no profissionalismo, já que os clubes da capital não admitiam perder para os ‘tabaréus’ do interior, em Outubro desse mesmo ano o time tricolor perdia de 2 x 0 para o Ypiranga, no antigo estádio da Fonte Nova. O atacante pernambucano Elias, já falecido, em jogada pessoal passou por dois adversários e marcou para Fluminense que jogava melhor em visível sinal de reação.

Peixoto Nova árbitro do jogo correu para o meio do campo confirmado a legitimidade do gol, mas o auxiliar Luiz  Zago, apontou impedimento e chamou Peixoto Nova, conversaram e o tento foi anulado. Ninguém entendeu e Ariston Carvalho, diretor do clube indignado, determinou que os jogadores sentassem em campo, o que  foi feito.

Com os atletas tricolores parados e sem goleiro sob a trave, a bola foi rolada pelo time canário que marcou o terceiro gol. Os jogadores do tricolor continuaram sentados na grama, o juiz Peixoto Nova chamou a Polícia Militar e mandou prender os jogadores do Fluminense. Assim, sem cometer violência, apenas por protestar de forma pacífica contra um absurdo erro de arbitragem o Fluminense foi preso, e a crônica esportiva da capital, como fazia invariavelmente, criticou o tricolor  omitindo o erro da arbitragem.

Zadir Marques Porto é jornalista e radialista. 

terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

Editorial: Negro: Martírio diário!

Acontece todos os dias. Negro é tratado como lixo. Agredidos e mortos são martirizados! 

O Brasil tem culpa, sim, desta esdrúxula situação.

Até quando este crime vai persistir sem que a população reaja?

Ser negro neste país significa que a bala assassina tem alvo certo, indubitavelmente! Que tristeza. Que dor. Horror que persisti. Até quando?

O editor deste Blog Prosa Sobre Esporte é negro, com muito orgulho!

Você faz a diferença.

Pense nisto!



Editorial: A torcida brasileira exige ser respeitada, senhor presidente Ednaldo Rodrigues!

Na condição de torcedor da Seleção Brasileira, sinto-me, infelizmente, em extrema tristeza. O vexame é estridente. Este é o momento. Com a a...