sábado, 26 de setembro de 2026

Texto inteligente e oportuno

Li, há pouco, texto inteligente e oportuno. Redigido pelo jornalista Miro Palma, e publicado pelo jornal baiano Correio*.

Opinião abalizada, mostra que o futebol brasileiro precisa de um facho de luz em seu interior e entorno.

Indico a necessária leitura deste texto intitulado: O maior problema do futebol brasileiro não está nos estrangeiros

Leia aqui

Marcelo Fonseca

Editor


quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Urge uma ação do Ministério Público Federal

A arbitragem brasileira, na atualidade, é uma vergonha.
De Norte a Sul, Leste-Oeste é uma verdadeira calamidade. A exceção é diminuta, infelizmente!
Caso o Ministério Público Federal (MPF) queira investigar o que está, supostamente, acontecendo de errado com a arbitragem do nosso País é só acionar os Procuradores, em cada Estado, e verificar, de fato, o que parece ser um manto tenebroso que enreda esta triste história no futebol.
A imprensa brasileira é fonte fidedigna e oferece, para quem quiser, acervo diário sobre esta nefasta realidade.

Marcelo Fonseca
Editor

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Nova convocação da Seleção Brasileira: Norte e Nordeste esquecidos!

Revoltante!

Mais uma convocação da Seleção Brasileira de Futebol para a próxima Data Fifa aqui. Nenhum atleta do Norte-Nordeste.

Impossível imaginar que não haja nenhum jogador, atuando, nestas regiões do Brasil que não possa envergar a Canarinho.

O jornalista Zadir Marques Porto, colunista deste Blog Prosa Sobre Esporte, escreve texto sábio sobre a triste história vivida pela Seleção Brasileira de Futebol. O analista disse tudo!

Torço pelo Brasil!

Em cada recanto deste País Verde-Amarelo há corações pulsando. Que o nosso selecionado vire a página. Voltemos a ter hegemonia em campo. O Brasil merece e exige da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Marcelo Fonseca

Editor



domingo, 6 de setembro de 2026

Almeida - Pernas tortas, muitos gols e nenhum dinheiro no bolso

Coluna Zadir Marques Porto 

Pernas tortas, lembrando Garrincha, com o qual chegou a ser  comparado, um “canhão” em cada pé, cabeceada mortal, Cepão, surgiu no Ypiranga de Feira e foi artilheiro no Fluminense Campeão Baiano de 1963.  Humilde não ficou no Botafogo do Rio de Janeiro e não quis ir para Portugal. Parou cedo, aos  27 anos e teve um final de vida honesto, marcado pela pobreza.

 

Na época o futebol de pernas tortas encantava e era o melhor do mundo.  Garrincha na sua primitiva ingenuidade, era autêntico dentro de campo e com as pernas tortas, entortava os adversários sem dificuldades. Em Feira de Santana, também de pernas tortas, surgia no Ypiranga, tradicional equipe do futebol local, o atacante  Cepão , provavelmente devido ao físico muito forte, semelhante a um cepo ,ou  tronco de madeira. Em  1959 no forte futebol da Cidade Princesa  Cepão começou a entortar os zagueiros e os goleiros que lutavam para deter os ’petardos’ do atacante  que, embora destro, usava o pé esquerdo com  potencia e era  fatal na cabeceada.

Assim como Val, Mundinho, Ubaldo, Luís Alberto, Adilson, Chinesinho e vários outros craques surgidos na época no amadorismo local Cepão foi parar no quadro de aspirantes do Fluminense (a categoria aspirante já não existe) time Bicampeão   Baiano invicto (1960/1961).No certame de 1961  Cepão que passou a ser Almeida( Carlos Almeida da Silva) marcou 24 gols, dos 63 assinalados pelo time do Fluminense, mais que os gols de todos os demais clubes reunidos. Desse modo foi natural a ascensão de Almeida para o time profissional, dirigido pelo técnico Antônio Conceição, Campeão Baiano de 1963.

Caladão, observador,  com as pernas grossas e tortas, o que perecia torná-lo pesado, mas sem os cabelos descoloridos e tatuagens de “craques” atuais, Almeida passou a ser cogitado  por   vários clubes dentre eles o Botafogo, onde atuava com similaridade física,  o famoso Garrincha. Em General  Severiano tinha tudo para dar certo, mas o esplendor da Cidade Maravilhosa e a dimensão do Botafogo, em comparação ao pequeno  Ypiranga de Feira de Santana, onde ele havia começado  quatro anos antes, amedrontaram o jovem feirense que jamais imaginara um dia estar ao lado de Nilton  Santos, Garrincha, Gerson ,Quarentinha, Manga,  Zagalo e  outros craques que ele admirava. Achou que não daria certo, tremeu e sem confiança pediu para voltar imediatamente ‘saudade de casa’ alegou perdendo uma grande oportunidade. Falou-se no interesse do Palmeiras e o Futebol Clube do Porto fez uma sondagem, mas se o Rio de Janeiro atemorizou Cepão, era difícil imaginá-lo  no distante Portugal.

Em 1967, com a chegada do técnico carioca Walter Miraglia, que  trouxe quase um time inteiro de aspirantes do Flamengo, o artilheiro de pernas tortas  entendeu que não teria chance na equipe  principal do  tricolor e resolveu parar.  Um ano depois o técnico Sotero Monteiro do  Ypiranga de Salvador veio  buscá-lo, mas a atrofia  na perna  direita disse não. As fortes  dores decretaram o fim de sua carreira  aos 27 anos de idade. Durante algum tempo ele trabalhou, em uma empresa de segurança bancaria. Em 2004 faleceu pobre e esquecido pela torcida do time que ele amou e proporcionou tantas alegrias com seus gols. Uma joia  do tempo em que futebol não significava fortuna. 

Zadir Marques Porto é jornalista e radialista. 

Livro "A Imagem Em Cena" lançado na UEFS

Coluna Zadir Marques Porto   A escritora Renata de Souza Santos - Foto: Acervo Pessoal Comunicar é algo inerente à espécie humana e isso se ...