sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

Foi o mote para ele pensar em parar

Coluna Zadir Marques Porto

Em 1945 o Vasco da Gama ‘o Expresso da Vitória’ foi Campeão Carioca invícto com 13 vitórias e cinco empates em 18 jogos realizados, 58 gols  marcados e 13 sofridos. O pernambucano Ademir Menezes o ‘Queixada’ participou de todos os jogos e marcou 12 gols, um a menos que Lelé, o artilheiro com 13 gols. Detalhe interessante é que o Vasco tinha um ataque considerado poderoso com Djalma, Lelé, Isaías, Jair e Chico. Ademir entrou em todos os 18 jogos ocupando o lugar de cada um dos titulares de acordo com a estratégia do técnico Ondino. Mas Fluminense queria o título de 1946 e o técnico do tricolor Gentil Cardoso profetizou “tirem Ademir do Vasco e o Fluminense será Campeão” e assim aconteceu. O time das Laranjeiras foi o Campeão de 1946 com Ademir marcando 1 x 0 no jogo final. Em 1947 Ademir voltou para o Vasco que foi Campeão invícto mais uma vez. O pernambucano era um atacante veloz que corria sempre em direção ao gol com a bola dominada e chutava  forte com ambos os pés sem dificuldade. Um talento até hoje difícil de ser igualado. Ademir parou em 1955 já sem a velocidade que era sua marca. O jogo era com o Flamengo e Ademir chegou numa bola depois do zagueiro rubro-negro Pavão, considerado apenas “batedor”.  Foi o mote para ele pensar em parar.

Zadir Marques Porto é jornalista e radialista. 

domingo, 5 de janeiro de 2025

Vai começar o Baianão!

Coluna Alê Alves

O Campeonato Baiano de 2025 será disputado de 11 de janeiro a 26 de março. Serão dez participantes: Atlético de Alagoinhas, Bahia, Barcelona de Ilhéus, Colo-Colo, Jacobina, Jacuipense, Jequié, Juazeirense, Porto e Vitória.

A primeira fase contará com nove rodadas, todos contra todos em turno único, e dez equipes disputam as quatro primeiras posições para chegar às semifinais. Já as duas últimas colocadas serão rebaixadas para a segunda divisão. As semifinais e as finais acontecem em dois confrontos, com ida e volta para cada jogo.

A CBF antecipou em seu calendário o início dos Estaduais em 2025 para 12 de janeiro, para conseguir começar antes a Série A do Brasileiro, que vai ter que parar entre junho e julho, por quatro semanas, por causa do Super Mundial de Clubes. O torneio da Fifa terá quatro times do Brasil: Botafogo, Palmeiras, Flamengo e Fluminense. Sendo assim, os times já estão preparados.

O Bahia vai disputar o certame com seu time sub-20, uma vez que a equipe principal faz sua pré-temporada na Espanha, visando a Copa do Nordeste e, principalmente, Libertadores. Já o Vitória deve utilizar sua força máxima, mas também aproveitar forças da base. 


Veja a tabela do Campeonato Baiano:


1ª rodada (11 e 12/1)



Atlético de Alagoinhas x Colo-Colo

Porto x Jacobina

Jacuipense x Bahia

Jequié x Juazeirense

Vitória x Barcelona de Ilhéus


2ª rodada (14 e 15/1)


Colo-Colo x Porto

Barcelona de Ilhéus x Jequié

Bahia x Atlético de Alagoinhas

Juazeirense x Vitória

Jacobina x Jacuipense


3ª rodada (18 e 19/1)


Juazeirense x Barcelona de Ilhéus

Jacobina x Bahia

Porto x Atlético de Alagoinhas

Jequié x Colo-Colo

Vitória x Jacuipense


4ª rodada


Atlético de Alagoinhas x Jequié

Colo-Colo x Vitória

Barcelona de Ilhéus x Jacobina

Bahia x Porto

Jacuipense x Juazeirense


5ª rodada


Barcelona de Ilhéus x Atlético de Alagoinhas

Juazeirense x Porto

Jacuipense x Colo-Colo

Jequié x Bahia

Vitória x Jacobina


6ª rodada


Atlético de Alagoinhas x Jacuipense

Colo-Colo x Barcelona de Ilhéus

Bahia x Vitória

Jacobina x Juazeirense

Porto x Jequié


7ª rodada


Barcelona de Ilhéus x Jacuipense

Bahia x Colo-Colo

Juazeirense x Atlético de Alagoinhas

Jequié x Jacobina

Vitória x Porto


8ª rodada


Barcelona de Ilhéus x Bahia

Juazeirense x Colo-Colo

Jacobina x Atlético de Alagoinhas

Jacuipense x Porto

Vitória x Jequié


9ª rodada


Atlético de Alagoinhas x Vitória

Colo-Colo x Jacobina

Bahia x Juazeirense

Porto x Barcelona de Ilhéus

Jequié x Jacuipense


Alê Alves, 25 anos, baiano da roça e estudante de jornalismo, repórter de campo da  Rádio Sociedade News FM, reforçando a equipe "Os Diplomatas do Rádio". Redator do site Diplomatas News, apresentador do programa de pré-jogo aos domingos "Esperando a Bola na Rede". Estudioso da bola, aficionado por futebol americano, Fórmula 1, basquete e outros mais. Amante do futebol alternativo,  e de rock, cinema e música pré anos 90.

sábado, 4 de janeiro de 2025

Agnes Keleti

Coluna Ronaldo Gomlevsky

O Mundo tornou-se caótico entre os anos de 1933 e 1945.

Adolfo Hitler foi eleito deputado na Alemanha. 

Em seguida, devido ao crescimento eleitoral do partido Nacional Socialista germânico e ao pânico com que as violentas práticas nazistas cercavam os alemães de todas as camadas sociais, inclusive, envolvendo a classe política que se acovardou, Hitler foi convidado a assumir o comando da chancelaria do país.

O prédio do Reichtag (Congresso Nacional), logo em seguida, foi incendiado, propositadamente, pelos nazistas que, através de uma falsa narrativa, colocaram a responsabilidade nas costas dos inimigos do regime que já dava início a escalada de terror que tomou conta do Velho Continente. Culparam os judeus e os comunistas.

Sob a alegação de proteger a pátria contra os ditos "inimigos" do povo, Hitler fechou o regime, eliminou as liberdades e começou a perseguir e assassinar os indesejáveis judeus, ciganos, comunistas e, apesar da homossexualidade corrente entre nazistas proeminentes, também os homossexuais começaram a ser perseguidos.

Dentre os 11 e meio milhões de judeus europeus, 6 milhões foram assassinados.

Muitos se salvaram. Dentre estes, Agnes Keleti.

Esta mulher posteriormente, disputou diversos Jogos Olímpicos, tendo obtido 1O medalhas na modalidade Ginástica Olímpica.

Imagine você, quantos grandiosos seres humanos, excepcionais em todas as atividades sociais poderiam ter contribuído para a Humanidade se não tivessem sido assassinados por um homem anormal, verdadeira besta desumana que arregimentou o que havia de pior na Europa, no item psicopatas bandidos para realizarem o imundo serviço porco de matar inocentes, homens, velhos, mulheres e crianças.

Enfim, fica aqui o alerta contra todos que em suposta homenagem à democracia, buscam tirar a liberdade de desafetos, privando as sociedades da criatividade que é o que move o homem adiante.

Este texto tem a pretensão de homenagear a nossa ginasta olímpica que escapou de Hitler para a glória do ouro olímpico e que acaba de falecer aos 103 anos em Budapeste, capital da Hungria, demonstrando que entre o diabo e DEUS, este sempre vencerá!

QUE O DEUS DE ISRAEL RECEBA AGNES KELETI NOS JARDINS DO PARAÍSO!

Ronaldo Gomlevsky é jornalista, advogado e empresário.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

Rege o espetáculo dentro do gramado

Coluna Zadir Marques Porto

Em um campo de futebol são vários os personagens em ação para o transcurso de 90 minutos de jogo: atletas (titulares e reservas) técnicos, auxiliares, médicos, massagistas, gandulas, roupeiros, maqueiros, árbitros,  um verdadeiro “batalhão”. Esses são os que ficam dentro do campo, diretamente envolvidos no “espetáculo”. Não incluímos nesse rol os policiais, que são fundamentais para a segurança do evento, assim como porteiros, técnicos em eletricidade e vários outros trabalhadores que atuam em diferentes funções.  Do mesmo modo não falamos no torcedor, que é a razão do espetáculo e não fica dentro das quatro linhas, salvo quando, erradamente, invade o gramado.

Todavia o “personagem” mais importante dentro de campo, sem ganhar milhões, como muitos jogadores e técnicos, sem esnobar na tevê, com explicações às vezes inexplicáveis como a maioria  dos ‘professores’, sem fama e, de forma lamentável, levando chutões indesejáveis é a BOLA! E por isso mesmo  quem manda dentro de campo é ELA! 

Quando ELA quer vai docilmente para as redes, mas quando cisma, não há quem a faça entrar.   Quantas e quantas vezes a bola bate no travessão ou nas barras verticais, bate na zaga, ou no jogador do mesmo time que chutou, muda de rota inesperadamente, sai  fraca e sem direção ou “voa” para fora do estádio? São situações indesejadas pelos atletas que se esmeram tanto nos treinamentos, mas na hora necessária,  não sai como planejado. Outras vezes, nas mãos do goleiro ela resolve escapar, ou na hora do chute ela não sai com a eficiência desejada pelo atacante.

Então quem rege o espetáculo dentro do gramado é a BOLA e não quem a conduz ou a chuta, nem quem marca o jogo e o tempo. Indiferente à paixão do torcedor, aos gritos do técnico, aos conselhos dos mais experientes, em determinado momento ela só faz o que quer. Então Viva A BOLA!!

Zadir Marques Porto é jornalista e radialista. 

 

sábado, 21 de dezembro de 2024

Obrigado, meu Senhor Jesus Cristo!

O ano de 2024 está chegando ao seu fim.

Muito obrigado, meu Senhor e Salvador Jesus Cristo!

Um Feliz Natal!

Um Feliz 2025!

Marcelo Fonseca

Editor

segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

Viva Os Beatles!

Coluna Zadir Marques Porto

Toda vez que a bola rola no gramado, em uma partida oficial, há um pouco dos Beatles em campo, quer queira, quer não. Pode parecer absolutamente estranho, sem nexo, a informação,  provocando logo um questionamento. O que é que pode ter em comum uma partida de futebol e o quarteto inglês que, na década de 1960, ‘virou o mundo de pernas para cima’ com suas guitarras, seus cabelões, suas músicas barulhentas e sua irradiante alegria?

Pois é, mas tem. Quando um atleta, em uma jogada mais ríspida do adversário é lesionado,  e às vezes a lesão acontece sem participação de outro jogador, a maca é chamada para retirá-lo de campo em um caso simples. Havendo maior gravidade entra no gamado o ‘carrinho’ que transporta a vítima da lesão para fora das quatro linhas.

O carrinho usado nada mais é do que um invento de um engenheiro  para transportar o quarteto inglês nos estádios onde eles se apresentavam, antes de existir a sonorização ampla. Conforme a história o quarteto The Beatles começou tocando em locais de espaços mínimos para algumas dezenas de pessoas. Com a fama vieram espaços cada vez maiores, até que  foram se apresentar em um estádio. Problema: apenas quem estava no lado onde o palco fora armado conseguia ouvi-los!

A saída parecia lógica, quatro palcos foram montados e o grupo ia correndo, trocando de palco. Mas, além de esquisito era cansativo e tirava a concentração do quarteto. Foi aí que o engenheiro de som dos Beatles teve a ideia de construir um carrinho possibilitando o rápido deslocamento dos rapazes de Liverpool, com comodidade. Pouco depois com o surgimento do sistema de sonorização esse modelo ficou obsoleto e desapareceu. Fã do rock o guitarrista e multi-instrumentista Israel Exalto, que liderou o grupo IsraelStones nesta cidade e rodou o mundo no grupo de Sargenteli, confirma que foi assim que surgiu o carrinho usado nos campos de futebol! Então mais um motivo para dizer: Viva Os Beatles!

Zadir Marques Porto é jornalista e radialista. 


segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

Mais do que uma Taça, é pela carga histórica: É tempo de Botafogo!

Coluna Alê Alves

Passado o êxtase, passado o frisson e toda euforia que se fez necessária (e até obrigatória), temos que lembrar quão importante é mostrar para essa estrela que ela não é - nem nunca foi solitária.

Décadas de administrações danosas, sequências de erros de gestão financeira e esportiva que sangraram um clube que, de alicerce gigante para a construção da cultura vitoriosa do futebol nacional, tornou-se abatido e adormecido, respirando por aparelhos durante muitos anos. E não havia outra torcida de peso em terras tupiniquins tão machucada, flagelada e desconfiada que a do Botafogo. A insegurança e o peso dos fracassos e a quantidade de 'quases' transformaram o botafoguense em uma persona de resistência e medo contidos; quase como um veterano de guerra. 

Ninguém mais merecia conquistar tanto do que o torcedor que viu, há um ano, a maior derrocada em um campeonato de pontos da história do jogo, ser protagonizada justamente pelo seu clube do peito. Mas talvez fosse esta a provação maior. Para mostrar quão forte foram aqueles que resistiram e permaneceram até causar justa a História que foi escrita. 

Se Euclides da Cunha afirmou que o sertanejo é antes de tudo um forte, podemos afirmar que o botafoguense é antes de tudo um corajoso.

É difícil dimensionar, por enquanto, o tamanho de tudo isso para quem nunca o teve. É como ter acesso à festas de classe alta no qual nunca se teve a ficha de VIP, e agora se tem. Agora há uma mesa em que o Botafogo volta a se sentar para ser respeitado  como a tradição e história de construção dessa instituição pede. E como dizem os otimistas, 'e o pior Botafogo dos próximos anos'.

Não há mais azar resguardado, não há mais mística ou maldição. Não há mais falência decretada, torcida amargurada, sapos enterrados, 33 reais guardados no caixa e amadorismo funcional. Agora há um Botafogo de Futebol e Regatas e sua torcida que se mostra gigante. Em uníssono, eles se reergueram.

E este que vos escreve também.


Alê Alves, 25 anos, baiano da roça e estudante de jornalismo, repórter de campo da  Rádio Sociedade News FM, reforçando a equipe "Os Diplomatas do Rádio". Redator do site Diplomatas News, apresentador do programa de pré-jogo aos domingos "Esperando a Bola na Rede". Estudioso da bola, aficionado por futebol americano, Fórmula 1, basquete e outros mais. Amante do futebol alternativo,  e de rock, cinema e música pré anos 90.

"Minha neta, de apenas nove anos, enxergou o caos que é a Seleção Brasileira", afirma Cronista Esportivo

Coluna Zadir Marques Porto   Na final, sem a esperada e desejada presença da representação verde-amarela que, mais uma vez, foi um terrível ...